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sábado, 16 de maio de 2009

World Sounds - In Extremo


In Extremo é uma das minhas bandas preferidas, e eu realmente não podia deixar de colocá-la aqui. Mas a despeito dos meu gosto pessoal, vamos conhecer um pouco mais do que se trata essa banda.

O In Extremo nasceu na Alemanha, mais exatamente na sua capital, Berlim, ainda na primeira metade da década de 1990.

Formada por sete membros (será essa alguma das muitas referências místicas que a banda carrega?), que são mais conhecidos pelos seus pseudônimos, o In Extremo (ou InEx, na sua abreviação oficial) traz um rock cru, com riffs volumosos misturado ao som de instrumentos tradicionais como a gaita de fole, que é a grande marca do grupo, harpa, bamdolim, flautas dos mais diversos tipos, entre outros.

Se tivesse que dar um opinião pessoal sobre o resultado dessa mistura, diria que ela não é nada menos que genial. É incrível como a junção de riffs roqueiros com os outros instrumentos e as letras de caráter folclórico se dá de uma maneira perfeitamente ajustada. em alguns momentos você até começa a pensar que os nórdicos do século V tocavam guitarras!

Preferi dessa vez não trazer nenhum álbum, para colocar apenas vídeos, pois gostaria de dar ênfase às belíssimas imagens produzidas nos clipes. Coloquei também a canção "Frei zu Sein", do último disco deles nas versões album e live, para vocês poderem ver a energia que o epteto emana.


Veja aqui o clipe oficial de "Frei zu Zein" (O vídeo não permite incorporação)
Ponto Final

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Zéu Britto - Saliva-me (2005)


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Se eu não me engano, Zéu Britto apresenta (ou apresentava) um programa no Canal Brasil cujo o nome não me lembro. Um cara irreverente e engraçado simplesmente por existir. E talvez pouca gente saiba que ele lançou um disco em 2005, Saliva-me.

Zéu Britto é natural de Jequié, Bahia, e começou sua carreira em Salvador pelos idos dos anos 1990. Hoje ele é conhecido por suas participações na TV e na participação da trilhas como a do filme "Meu Tio Matou um Cara" e do seriado "Sexo Frágil".

Biografias a parte, este disco que vos trago merece grande atenção. Quem sabe, daqui a alguns anos ele se torne até um clássico da música brasileira, quiçá mundial. Oxalá isso aconteça.

É um disco muito irreverente, com letras sobre situações do cotidiano, sexo, sadismo, tragédia (como a triste morte do biscoito mirabel) e outras coisas mais. Zéu Britto é um gênio das palavras, e retira rimas inesperadas que nos surpreendem a cada verso. São canções inesquecíveis como "Soraya Queimada", "Brega de Leila" e "Lençol de Casal".

Vale a pena ouvir e ouvir várias vezes, descobrindo o humor na sultileza de cada coisa que é apresentada. Ah, e se um dia ele ainda for indicado para o Grammy, vamos fazer uma corrente e torcer juntos.
Ponto Final

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Kiko Loureiro - No Gravity (2005)


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Kiko Loureiro é bem conhecido por aí: é guitarrista do Angra, já foi no Programa do Jô várias vezes, já lançou vídeo-aula, método de guitarra, e é (ou pelo menos era) colunista da revista Cover Guitarra. De um modo geral, é um artista que dispensa apresentações, e controvérsias a parte (como queixas de ele é supostamente antipático e boçal), é um dos grandes músicos brasileiros da atualidade.

Este é o primeiro trabalho solo do guitarrista, e através dele Kiko pretendeu mostrar suas outras facetas como compositor, fugir um pouco do rótulo "metal".

Como todo disco instrumental, na maioria das vezes, ele é voltado para o público que toca ou realmente admira a guitarra, o que torna um disco um tanto segmentado. Mas de certa forma, essa é uma afirmação a ser contestada, pois basta vermos shows como G3, ou de seus integrantes separados, que lotam grandes casas de shows.

Enfim, o que interessa é que Kiko está em ótima forma nesse disco e mostra seu potencial de composição, com músicas repletas de sentimento e elementos provenientes das mais diferentes vertentes musicais, passando pelo Samba, música latina e o próprio Heavy Metal. Não dá pra dizer que é uma mistura de tudo, pois cada estilo tem seu espaço no álbum, mesmo que em algumas faixas eles estejam mesclados entre si. É realmente muito interessante a experiência de se ouvir uma variadade tão boa de sons sob a perspectiva infalível de Loureiro, que coloca sua personalidade em cada compasso. Será praticamente impossível ouvir uma composição sua posteriormente e não perceber suas marcas pessoais.

Kiko Loureiro é um dos maiores guitarristas da atualidade, e tem muito a ganhar se enveredando pela carreira solo (sem deixar o Angra de lado, claro). Além desse disco, ele lançou em 2006 "Universo Inverso", com composições jazzísticas, uma álbum também excelente, mas isso é assunto para um próximo post.

É um excelente disco, tanto para os fãs prévios dele, quanto para fãs da música instrumental e curiosos. Vale ouvir todas as faixas com atenção e prestar atenção na sensação de cada uma. Mesmo sendo um disco de estréia, já é de grande qualidade.
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sábado, 25 de abril de 2009

World Sounds: Red Wine - Sueños y Locura (2003)


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Essa semana o World Sounds traz uma banda de Power Metal diretamente da Espanha - o Red Wine.

Red Wine não vai muito além dos estritos limites do Power Metal, bebendo da mesma fonte de Rhapsody e afins, mas ainda sim merece atenção por alguns motivos.

Gostaria de destacar a objetividade das músicas. Eles não ficam enrolando em solos gigantescos (algumas músicas praticamente nem tem solos) ou ficam colocando seus refrões em loop infinito. As letras também não ficam tentando encontrar uma grandiosidade a que nunca chegarão, sendo até introspectivas algumas vezes. Com os excessos cortados conseguimos ter um Power Metal bastante divertido e pesado, com canções que dão muita vontade de cantar junto. As letras em espanhol dão, pelo menos pra mim, um charme que não seria alcançado se elas fossem em inglês, sem contar o timbre do vocalista, que foi forjado pra cantar nessa língua e pronto.

A banda infelizmente já não existe mais (seu último álbum saiu em 2006), deixando muitos fãs carentes em sua terra natal (eles fazem bastante sucesso na Espanha). Seu trabalho hoje começa a tomar um certo ar de cult, principalmente entre não falantes de espanhol ou pessoas curiosas.

Pra quem curte o estilo, Sueños y Locura esse é um prato cheio, com hinos como Pesadilla e Alma Libre. Pra quem não curte tanto, pode ser interessante, ainda mais pelas diferenças que eu citei entre eles e outros ícones do gênero. Já pra quem não gosta... ah, sei lá, baixa por curiosidade!

Pra terminar, uma montagem com a música Fuego en la Sangre com imagens do (excelente) filme "O labirindo do Fauno", e um vídeo de qualidade meio duvidosa da faixa Pesadilla ao vivo.




Aquaria - Shambala (2007)


Clique para baixar: Parte 1/Parte 2
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Tá aqui uma banda que eu queria postar aqui a bastante tempo, mas por um motivo ou outro isso nunca acontecia. O Aquaria é uma banda que me chamou a atenção desde a primeira vez que escutei, com suas belas canções e um Power Metal muito bem feito. Shambala é o segundo álbum da banda e vem para solidificar ainda mais a personalidade que já vinha sendo construída a cerca de oito anos.

O Aquaria começou em 1999, no Rio de Janeiro, e originalmente era conhecida como Uirapuru. Com este nome eles lançaram duas demos - "Here Comes the Life" e "Flames of Trinity", em 2001 e 2002 respectivamente. Estes dois demos já foram o suficiente para despertar o interesse da crítica especializada e levar a banda ao conhecimento dos japoneses (que adoram essa vertente do metal), conseguindo ganhar alguns fãs por lá e finalmente uma chance de gravar o primeiro disco. Então, depois do primeiro álbum lançado em 2005, veio Shambala.

Dá pra perceber uma evolução muito grande nesse álbum em todos os aspectos. As músicas são realmente contagiantes e contém todos os elementos "obrigatórios" do estilo. O melhor de tudo é que no meio disso tudo vêm muitos elementos brasileiros - flautas, tambores, cantos - que nos faz identificar ainda mais com o trabalho. Gostaria também de dar um destaque para o vocalista Vitor Veiga, que além de ter um nome com sonoridade muito boa, canta pra caramba. O cara canta muito mesmo - tem uma voz que vai da mais doce melodia até a mais agressiva das passagens. Os outros membros da banda, (Fernando Giovannetti - Baixo, Bruno Agra - Bateria, Alb Kury - Teclado, Gustavo Di Pádua e Rob Scrip - Guitarras) também fazem um belíssimo trabalho, digno de grandes músicos da cena atual.

Shambala é um álbum conceitual, conta a história de John, um homem que ao escapar da morte vai para numa terra desconhecida, a Amazônia. Mesmo corrompido pelas maldades da vida, um fato inesperado acontece - John se apaixona por uma mulher misteriosa. Será que essa mulher é deste mundo? Será que esse amor poderá dar certo? Bem, pra saber só escutando os disco. =)

As letras algumas vezes parecem meio bobas, e esse eu considero um ponto negativo, mas nem por isso o brilho do álbum é ofuscado. Destaque para "Into the Forest", "Skies of Amazonia" e "Iara".

É um ótimo disco, recomendo bastante.
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domingo, 19 de abril de 2009

Sepultura - Chaos A.D. (1993)


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O Sepultura é uma das maiores bandas de metal que já surgiram e deixou muitas marcas na história deste - isso é um fato irrefutável. Vindo da capital de Minas Gerais, a banda formada na época deste lançamento pelos irmãos Igor e Max Cavalera, Paulo Jr. e Andreas Kisser, mostrou seu poder revolucionário, levando as influências brasileiras para todo o mundo.

Chaos AD é um disco de revolta. Desde sua primeira faixa, "Refuse/Resist" ele se expressa quanto aos problemas humanos, quanto a esse clima quase infernal em que muitas vezes nos encontramos. O álbum é praticamente um protesto, um manifesto, um grito pela liberdade dos oprimidos, e retira das raízes tribais forças para que sua voz ecoe pelos ares. E realmente ecoou. O Sepultura era então a banda brasileira de maior projeção internacional, respeitadíssima por grandes nomes da cena rock/metal mundial.

Quanto a musicalidade, o Sepultura deixou de lado o som mais ortodoxo para incorporar sons indígenas e até passagens acústicas, como na música intrumental Kaiowas (que é uma homenagem aos índios Kaiowas, que se suicidaram em massa pois tiveram suas terras invadidas), que se torna genial, principalmente num contexto de música pesada. Pode parecer inconcebível uma banda de Thrash Metal colocar uma faixa instrumental acústica no meio do álbum, mas o Sepultura fez isso com genialidade.

É uma pena que hoje a banda não passe por bons momentos, basta torcer para que ela se reerga e retome seu caminho de glórias.

Destaques?
Sei lá. Todas.
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World Sounds: Hydrogyn


Clique aqui para acessar o MySpace da banda.
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Hoje o texto do World Sounds vai ser bem curtinho, devido à falta de tempo que acabou por afetar todo o cronograma do blog essa semana (Mas que de qualquer forma não reduziu o número de postagens!).

A banda da vez é o Hydrogyn, vindo de Kentucky, EUA.

O som deles consiste em um rock com influências góticas (será?), com vocais femininos e arranjos bem diretos, pra não dizer simples demais em alguns momentos, mas nada que torne a audição chata. O vocal, aliás, me lembra muito o Rock Bitch (aquela banda de lésbicas que um dia vai aparecer por aqui... semana que vem, quem sabe) e também traz muita sensualidade em suas letras e performances. Fora isso, as guitarras arriscam uns pequenos solos ou alguns riffs mais sofisticados de vez em quando, mas como já foi dito, é tudo muito direto.

A história da banda começou a ser forjada em 2003, e desde então eles vêm chamando muita atenção devido a incrível maturidade de suas apresentações, pois mesmo quando ainda eram uma pequena banda independente já mostravam conhecer a fórmula para chamar a atenção do público. E isso é verdade.

Pra terminar, gostaria de pedir desculpas pelo texto meia-boca, e fiquem com a música "Book of Names", pra ter uma ideia das apresentações ao vivo do Hydrogyn.

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Exxótica


Acesse o Palco MP3 da banda.
Acesse o site da banda.
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Formada em 2001 inicialmente por Daniel Iasbeck e "Reverendo" Marcelo Rossi, os paulistas do Exxótica trazem o que, na minha humilde opinião, representa o que há de melhor de hard rock no Brasil, e olha que nem tô incluindo eles apenas na simples categoria do hardrockcomletrasemportuguês.

O Exxótica tem uma tragetória no mínimo... exótica (desculpem o trocadilho hehehe) para uma banda independente. O grupo teve toda a tiragem de seu debut esgotada em menos de um ano, depois lançou um disco intitulado "O CD mais barato do mundo", vendido por módicos R$1,99. Em seguida, em 2004, lança "Capítulo II" que vende 3 vezes mais que o primeiro, o que deu gás para o lançamento do DVD "Ao vivo, ao morto e a cores", com video-clipes para todas as músicas de "Capítulo II". Isso mesmo. TODAS as músicas!

Em 2005 a banda faz a trilha sonora para um jogo de computador chamado "Roko Loko no castelo de Ratozinger", e como se não bastasse, ainda lançaram 2 (DOIS!) álbuns em 2006, III e IV. Ah, sem falar na coletânea "Arquivo", também de 2006, e o DVD "Em ação" de 2007. O último lançamento foi "Jogos de Azar - 6ª rodada", em 2008, que por sinal tem uma belíssima arte de capa.

Mas trajetória a parte, o som da banda é muito bom, maduro e de agradável audição. Isso sem contar o visual dos integrantes, inspirado no Kiss, mas cheio de personalidade.

Letras hardrock, solos hardrock e muita energia. Vale a pena conferir.
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